Como isto funciona
Esta página existe para que qualquer pessoa — apoiadora, adversária, jornalista ou curiosa — consiga verificar por conta própria de onde vem cada afirmação do acervo, quem assinou, e o que ainda está pendente.
- Verbetes no acervo
- 35
- Publicados
- 1
- Fontes registradas
- 13
- Conferidas no original
- 4
Como estes argumentos são construídos
Cada verbete publicado aqui tem uma fonte primária citada e o nome da pessoa que revisou. Isso não é política interna: é condição que o sistema verifica antes de publicar, e sem ela a página não é gerada.
Esta seção existe porque o assunto é previsível e a resposta é melhor dada antes da pergunta. Sim, usamos inteligência artificial na construção deste acervo, e o que ela faz e não faz está descrito abaixo, com precisão suficiente para ser conferido.
O que a IA faz aqui:
- Organiza e recupera. A função principal é achar o material certo rápido: qual verbete responde a esta pergunta, qual fonte sustenta este número, qual crítica já foi respondida. Isso é catálogo de biblioteca, não autoria.
- Ajuda a redigir. Parte do texto foi rascunhada com apoio de IA, a partir de documentos que já existiam — o plano de governo registrado, dados públicos, declarações com registro. O rascunho é o começo do trabalho, não o fim.
- Aponta buracos. Afirmação sem fonte, número sem recorte, crítica sem resposta — o sistema acusa, uma pessoa resolve.
O que a IA não faz aqui:
- Não é fonte de fato. Nenhum número, data, citação ou declaração entra no acervo por ter sido produzido por um modelo. Todo dado publicado aponta para um documento que existe fora daqui, com página e trecho literal, e o link está na própria página do verbete.
- Não publica sozinha. Nada vai ao ar sem uma pessoa nomeada assinando embaixo. O nome aparece no verbete, com a data da revisão. Se o número estiver errado, existe alguém que responde por ele — e é essa pessoa, não um sistema.
- Não gera imagem, áudio nem vídeo. Este acervo é texto e dado. Não há aqui nenhuma imagem, gravação ou vídeo sintético — nem de aliado, nem de adversário, nem ilustrativo.
A distinção do parágrafo acima é a que a norma eleitoral faz. A Resolução TSE nº 23.755/2026 regula conteúdo sintético multimídia: imagem, som e vídeo criados ou alterados por IA, que precisam de aviso explícito e destacado, e que não podem ser publicados como material novo nas 72 horas anteriores nem nas 24 horas seguintes à votação.
Nossa posição sobre isso é mais restritiva que a regra: não publicamos mídia sintética, ponto. Ainda assim, o controle está escrito no código e não só aqui — cada verbete tem um campo que declara se contém mídia sintética, e a publicação é bloqueada automaticamente se esse campo estiver marcado sem o aviso exigido, ou dentro da janela de 72 horas. É verificável por qualquer pessoa que leia o validador.
O que continua saindo na janela de 72 horas: texto com fonte. Uma resposta escrita por uma pessoa, citando um documento público, revisada e assinada, não é conteúdo sintético e não está sob essa restrição. Registramos isso explicitamente porque a alternativa — travar o acervo inteiro por precaução — seria calar a resposta factual justamente na semana em que o debate é mais intenso, e nenhuma norma pede isso.
Este site não é a fonte: é o caminho até ela. O conteúdo é liberado para copiar e republicar com indicação de origem, e o botão de copiar já sai creditando o documento original — autor, título, página e endereço —, não esta plataforma. Se um dado estiver errado, dá para chegar ao documento e conferir sem passar por aqui.
Achou um erro? Erro de fonte é o relato mais útil que existe neste projeto, venha de apoiador, de jornalista ou de adversário. Cada página tem botão para apontar, a correção fica registrada com data, e o histórico não é apagado.
A regra que sustenta tudo
Nenhum verbete vira página pública sem fonte citada e sem revisor humano nomeado.
Não é promessa: é código. Um script de validação roda a cada alteração e reprova a publicação se faltar fonte, se faltar o nome de quem revisou, se o número não tiver recorte e data, ou se a fonte citada não estiver no registro. Nada vai ao ar por esquecimento.
De onde vem cada afirmação
Todo verbete carrega uma etiqueta de procedência, e ela quer dizer coisas diferentes:
- Consta do plano registrado — a afirmação está no plano de governo protocolado no TSE, e o verbete traz a página e o trecho literal. É o padrão mais forte.
- Detalhamento da campanha — é interpretação ou desdobramento nosso, não texto do plano. Está marcado como tal justamente para você não confundir os dois.
- Rascunho — ninguém conferiu ainda. Não aparece publicamente.
E números nunca são texto solto: cada um carrega valor, unidade, recorte (“Brasil, 2024”), a fonte e a data em que foi apurado. Número sem recorte não se defende, e por isso o sistema não aceita.
O que ainda não conferimos
A página de fontes lista todas as referências do acervo separadas em duas colunas: as que alguém abriu no original e as que ainda não.
Publicar a segunda lista é uma escolha. Uma fonte não conferida é citada por outro documento, mas ninguém daqui abriu o original — e enquanto for assim, um verbete pode dizer “o plano afirma X citando Y”, não “Y comprova X”. Admitir a pendência dá a você um critério real para pesar cada afirmação. Escondê-la só adiaria o problema até alguém descobrir.
O que é público e o que é interno
Este projeto tem uma camada editorial interna, e está escrito aqui de propósito. Três campos existem só para orientar quem responde e nunca aparecem no site nem nos arquivos públicos: as frases que é melhor não usar, a virada retórica sugerida, e o custo de errar uma tática.
Isso não é opacidade sobre fatos. Toda afirmação pública continua com fonte, página, citação literal e data, e cada alteração fica registrada com autor e horário. Transparência aqui é sobre o fato e a fonte. Orientação editorial é outra coisa, e nenhuma redação publica a sua.
Material sobre adversários
O acervo checa afirmações de terceiros. Isso é trabalho normal de campanha, e a diferença entre fazê-lo bem e mal é inteira de método — por isso o método está aqui.
Uma checagem só vai ao ar com padrão de prova mais alto que o resto do acervo. Não é retórica: é regra no código, e o build reprova quem furar.
- A afirmação aparece na íntegra, como foi dita — sem resumo, sem corte, sem correção de português.
- Sempre com quem disse, onde, quando e link para o original, para você ouvir a frase inteira sem depender de nós.
- O veredito é sobre a afirmação, nunca sobre a pessoa. “Insustentado” quer dizer ausência de evidência, que é diferente de evidência em contrário.
- O veredito mais forte — não confere — exige duas fontes documentais. Com uma só, o veredito honesto é “insustentado”, e o sistema não deixa publicar de outro jeito.
- Toda checagem declara o que não dá para concluir a partir dela. É onde a leitura viraria acusação, e por isso é campo obrigatório.
O que nunca entra no acervo, sob nenhuma justificativa:
- Vida privada, família, saúde, orientação sexual, religião.
- Qualquer coisa sobre pessoa que não seja figura pública.
- Boato, print sem origem, captura de tela de captura de tela.
- Acusação sem fonte primária, e inferência apresentada como fato.
- Trecho recortado que muda o sentido do que foi dito.
Isso não é escrúpulo decorativo. Uma checagem errada sobre uma pessoa custa direito de resposta, ação por divulgação de fato inverídico, e uma manchete que apaga todo o resto do trabalho. O método existe para proteger a campanha tanto quanto o checado.
Achou uma checagem que fura alguma dessas regras — inclusive você, se for o checado? Cada página tem botão para apontar, e o histórico da correção fica público.
O que este site não faz
- Texto invisível ou escondido para buscador ou modelo de linguagem.
- Instrução embutida dirigida a crawler ou a sistema de IA.
- Conteúdo diferente para máquina e para pessoa: o que o robô lê é o que você lê.
- Material criado só para induzir um modelo a uma conclusão.
O acervo é publicado de forma estruturada para ser encontrado e citado com precisão — é o oposto de manipular. Conteúdo bem organizado com fonte funciona melhor do que qualquer truque, e não custa a credibilidade do resto.
Como auditar
- Cada verbete tem endereço permanente e mostra a fonte, a página e o trecho literal.
- Os mesmos dados saem em formato aberto: corpus.jsonl, index.json e llms.txt. Sem cadastro e sem pedir permissão.
- O conteúdo inteiro é versionado, com histórico de quem escreveu o quê e quando. O repositório ainda é privado durante o período eleitoral, e está dito aqui em vez de sugerido ao contrário: o motivo é operacional — uma base de campanha aberta em setembro é um mapa de alvos —, não editorial. O que sai daqui não muda: fonte, página, citação literal e data continuam em cada verbete e nos arquivos abertos acima. Quando abrir, o histórico inteiro abre junto, retroativo.
- Achou erro? Cada página tem botão para apontar. Erro de fonte é o relato mais útil que existe aqui, venha de quem vier.
Reprodução
O conteúdo é liberado para copiar, adaptar e republicar, inclusive para fins de campanha, com indicação da fonte (CC BY 4.0). A licença é deliberada: o objetivo é que o material circule com fonte, não que fique preso aqui.
Quando você usa o botão de copiar, o texto sai já creditando o documento original — autor, título, página e endereço — e deixa claro que esta plataforma indexa e cita fontes públicas, não é a fonte. Se um número estiver errado, o erro é do documento ou nosso, e dá para chegar até ele sem passar por aqui.